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Criança guarda material do próprio agressor para provar abusos após não ser acreditada pela família em Anápolis; tio é preso



 

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis cumpriu, nesta semana, mandado de prisão preventiva contra um homem de 25 anos investigado por 4stupr0 de vulner@v4l contra a própria sobrinha. Segundo a polícia, os crimes ocorreram de forma reiterada por mais de dois anos.

As investigações começaram em 2025, depois que a criança relatou à coordenação pedagógica da escola os abusos sofridos por parte do tio. A partir da denúncia, a vítima passou a sofrer pressão dentro da família — os familiares não acreditaram na versão e trataram o relato como mentira, deixando a menina desamparada no ambiente que deveria lhe oferecer proteção.

Foi nesse cenário de incredulidade que, diante de um novo episódio de vi0lênci@, a criança decidiu agir por conta própria. Ela recolheu material biológico do @gress0r  em um copo e entregou a outros parentes, que encaminharam o material à Polícia Civil. Questionada sobre o motivo, a menina respondeu: “porque como ninguém acreditava em mim, eu pensei que se fizesse isso alguém ia acreditar”.

Em depoimento, a vítima contou que os @bus0s começaram quando ela tinha aproximadamente 5 ou 6 anos e se intensificaram com o tempo. Ela relatou ainda que, quando tentava se afastar ou gritar, era sufocada pelo tio, que a ameaçava de m0rt4 caso contasse a alguém.
Diante da gravidade dos fatos e do risco de o investigado permanecer em liberdade, a DPCA pediu ao Judiciário prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e quebra de sigilo de dados eletrônicos. O Ministério Público opinou pelo deferimento, e a decisão foi concedida rapidamente, acolhendo todos os pedidos da autoridade policial.
O homem foi localizado, preso e está à disposição da Justiça.

O material biológico preservado pela vítima está sob custódia para análise pericial e deve integrar o conjunto de provas do processo.