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Empresários de Anápolis são presos em operação que investiga esquema bilionário de jogos ilegais



 

Uma operação de grande porte contra jogos de azar e lavagem de dinheiro, com atuação em diversos estados, teve desdobramentos em Goiás e resultou na prisão de dois empresários de Anápolis, sendo pai e filho. Eles foram detidos preventivamente em um hotel em Goiânia, pouco antes de embarcarem para São Paulo, onde participariam de um evento do setor de apostas esportivas.

A ação integra a chamada Operação Big Fish, coordenada pela Polícia Civil do Paraná, que também atingiu autoridades naquele estado, incluindo vereadores nas cidades de Cianorte e Goioerê. As investigações apontam para um esquema estruturado que teria movimentado cerca de R$ 2 bilhões nos últimos três anos, principalmente por meio da exploração do jogo do bicho em ambiente digital.

De acordo com a apuração, Goiás tinha papel estratégico dentro da organização criminosa, funcionando como núcleo financeiro para lavagem de dinheiro. Já no Paraná estariam concentradas as atividades tecnológicas, como o desenvolvimento de plataformas e sistemas utilizados nas apostas ilegais.

Os empresários ligados a Anápolis são apontados como integrantes de alto nível dentro do grupo, atuando diretamente na gestão financeira e na conexão com a liderança da organização. Ainda conforme as investigações, eles operavam uma empresa voltada ao desenvolvimento de plataformas de apostas online, com autorizações legais para atuação em estados como Rio de Janeiro e Paraíba, o que teria sido utilizado para dar aparência lícita às operações.

Além das prisões em Goiás, a operação cumpriu mandados em outros estados, como São Paulo e Minas Gerais. No Paraná, também foram presos preventivamente o presidente da Câmara de Cianorte e o vice-presidente da Câmara de Goioerê, suspeitos de envolvimento no esquema.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 1,5 bilhão em bens e valores, além da apreensão de mais de 130 veículos e 111 imóveis ligados aos investigados. Em Goiás, mandados também foram cumpridos em cidades como Valparaíso, embora nem todos os alvos tenham sido detalhados oficialmente.