A Justiça de Goiás determinou a soltura de José Henrique Coimbra Marinho, investigado pela morte do professor Daniel Santos, encontrado morto e carbonizado em um lote baldio de Anápolis em julho de 2025. A decisão foi proferida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Anápolis no dia 20 de janeiro de 2026.
De acordo com a decisão judicial, a prisão preventiva foi relaxada por excesso de prazo na conclusão da instrução processual, já que o investigado estava preso desde 4 de setembro de 2025, há cerca de quatro meses, sem que o processo fosse finalizado. O juiz destacou que ainda faltam depoimentos de testemunhas consideradas de difícil localização, o que tornaria indeterminado o tempo de permanência da prisão.
Na decisão, o magistrado também levou em conta a primariedade de José Henrique e entendeu que, neste momento, não há demonstração concreta de risco à ordem pública ou à instrução processual. Com isso, a prisão foi substituída por medidas cautelares, como a obrigação de permanecer no endereço informado e comunicar qualquer mudança ao Judiciário, sob pena de nova decretação de prisão.
O caso segue causando forte comoção. Daniel Santos foi encontrado morto, amarrado e carbonizado, e o laudo pericial apontou sinais de extrema violência. O professor chegou a ser enterrado como indigente devido ao estado do corpo, e até hoje a família aguarda autorização judicial para a transferência dos restos mortais.
A investigação continua em andamento, enquanto a decisão judicial reacende o debate sobre a efetividade do sistema de justiça diante de crimes de extrema brutalidade em Anápolis.