O governo federal estuda aumentar o preço mínimo do cigarro como forma de compensar a redução de impostos sobre combustíveis, especialmente o querosene de aviação e o biodiesel. A medida faz parte de um pacote econômico que busca equilibrar a arrecadação diante da pressão provocada pela alta do petróleo no cenário internacional.
A proposta surge após o aumento significativo no custo do querosene de aviação, impulsionado por tensões no Oriente Médio, o que tem impactado diretamente o setor aéreo. Para conter os efeitos dessa alta, o governo decidiu reduzir tributos sobre combustíveis estratégicos, abrindo mão de parte da arrecadação.
Para compensar essa perda, a alternativa encontrada foi elevar a tributação sobre os cigarros, aumentando o preço mínimo do produto no país. A expectativa é que a medida gere receita suficiente para equilibrar as contas públicas sem pressionar ainda mais os preços dos combustíveis.
Além do impacto econômico, a iniciativa também pode ter reflexos na saúde pública, já que o aumento no preço dos cigarros tende a desestimular o consumo.
As medidas ainda dependem de regulamentação, mas já indicam uma estratégia do governo para lidar com os efeitos da instabilidade internacional no mercado de energia, tentando proteger setores essenciais da economia brasileira.