A bebê Elza, de apenas três meses, morreu em agosto de 2025, após dar entrada em uma unidade de saúde com vários ferimentos graves. Segundo as investigações da Polícia Civil, a criança apresentava fraturas, hematomas e lesões pelo corpo, e o autor das agressões teria sido o próprio pai, Matheus.
Na época do crime, o caso causou grande comoção. A mãe da criança, Nayara Rodrigues, chegou a conceder entrevista demonstrando forte revolta. Em suas declarações, afirmou que não perdoaria o companheiro e disse, inclusive, que sentia ódio e que jamais aceitaria a liberdade dele caso fosse solto pela Justiça.
Após a morte da bebê, Matheus foi preso, indiciado e encaminhado ao presídio. O casal tinha quatro filhos, sendo que, com a morte de Elza, ficaram três crianças. Posteriormente, o pai deixou a prisão e passou a responder ao processo monitorado por tornozeleira eletrônica, com medida protetiva que o proibia de se aproximar dos filhos.
No entanto, conforme apurado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a mãe descumpriu a decisão judicial. Mesmo ciente da proibição, ela permitiu que Matheus voltasse a conviver com a família, restabelecendo o relacionamento e possibilitando o contato direto dele com as crianças.
Ainda segundo a Polícia Civil, Nayara tinha o dever legal de acionar as autoridades ao perceber a violação da medida protetiva, o que não ocorreu. Diante do descumprimento, a DPCA efetuou a prisão de Matheus e da mãe das crianças, responsabilizando ambos.