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Travestis negam extorsão e dizem que jovem não foi obrigado a manter relações sexuais: “ele pode responder por falsa comunicação de crime”



A reportagem conversou com as duas travestis acusadas por um motorista de aplicativo de extorsão, ameaça e de tê-lo obrigado a manter relações sexuais, além de tê-lo deixado nu, em um caso ocorrido na região da Calixtolândia, em Anápolis.


 

De acordo com a versão apresentada pelo motorista à Polícia Civil, ele teria sido coagido, teve as roupas retiradas à força e foi obrigado a manter relações sexuais. Ele também relatou que ficou com um “chupão” no pescoço, que, segundo afirmou, teria ocorrido sem o seu consentimento.


 

Em entrevista à reportagem, as travestis negaram todas as acusações e disseram que o encontro aconteceu de forma consensual. Segundo elas, o motorista teria procurado as duas voluntariamente e o relacionamento ocorreu inicialmente dentro do carro e, posteriormente, em um motel, onde permaneceram juntos por um período prolongado.


 

Ainda conforme o relato das travestis, o chupão no pescoço teria sido feito a pedido do próprio motorista, que demonstrava interesse em algo além do programa, afirmando querer “um romance”.


 

Elas confirmam que receberam o valor de R$ 300 via Pix, mas afirmam que, após um desentendimento provocado por uma ofensa, o motorista teria solicitado o estorno do valor. Em seguida, a conta de uma delas teria sido bloqueada por causa da contestação da transferência. Nervosas com a situação, elas relataram que retiraram a roupa do motorista e o deixaram nu em via pública.


 

Após o ocorrido, o motorista registrou boletim de ocorrência. O caso será investigado pela Polícia Civil e, caso seja constatado que a versão apresentada por ele é falsa, poderá responder por falsa comunicação de crime.


 

As travestis informaram ainda que também irão registrar ocorrência e adotar medidas judiciais sobre o caso.