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Projeto que cria taxa do agro aprovado em votação definitiva



Após muita tensão e alvoroço, a matéria que cria a taxa de contribuição de produtores rurais para a infraestrutura foi aprovada nesta quarta-feira (23/11), em sessão híbrida na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás com 22 votos favoráveis ante a 16 contrários. Sem público, os parlamentares não tiveram dificuldades em aprovar a criação da contribuição que seguirá para sanção do governador Ronaldo Caiado (União Brasil-GO).

Em relação à primeira votação, os deputados Alysson Lima e Sérgio Bravo, do PSB, que votaram contra na primeira votação, não estiveram presentes na sessão que apreciou definitivamente a matéria. Com eles, a primeira votação teve 16 votos contrários, fechando a atual com 14.

Entre a situação, o relator do projeto Talles Barreto, do União Brasil, faltou na sessão desta quarta-feira. Em contrapartida, Henrique Arantes, do MDB participou votando favorável contrabalanceando o resultado e garantindo os mesmos 22 votos a favor da primeira votação.

“Temor de Ronaldo Caiado” não permitiu virada de votos, avalia oposicionista
Crítico ferrenho ao projeto desde o começo, o deputado estadual Paulo Trabalho (PL) atribuiu a atuação do governador Ronaldo Caiado a quem chamou de ‘coronel’ como um dos fatores impeditivos para que a oposição conseguisse convencer outros deputados a virarem seus votos. Ele lembrou que Caiado chegou a cancelar uma viagem “para garantir que sua base continuasse refém dele”.

“Ele não quis deixar momento algum que seus deputados tivesse autonomia e liberdade para votar de acordo com seu entendimento. Ele prezou por encurralar a base. Ele tem esse perfil de coronel e acredita que Goiás é sua fazenda e que os deputados da base são seu gado. Por isso nenhum mudou de voto”, pontuou se referindo a um possível “temor” que os parlamentares tivessem do governador.

“Temor de Ronaldo Caiado que impediu que eles votassem de acordo com suas consciências e de acordo com um setor que é tão importante na economia e que ajudou a eleger a maioria deles e também pela falta de caráter que tiveram em representar o povo que os colocou aqui. Se deixaram levar primeiramente em interesses pessoais. Por isso não conseguimos reverter o voto deles”, salientou.