Política

Daniel Vilela define Luiz do Carmo como vice e fecha chapa para a reeleição

Após semanas de negociações e articulações nos bastidores, o governador Daniel Vilela (MDB) definiu o ex-senador Luiz do Carmo (PSD) como candidato a vice-governador na chapa que disputará a reeleição ao Palácio das Esmeraldas. A decisão foi tomada na véspera da convenção que oficializará as candidaturas da base governista e coloca fim à principal indefinição do grupo político liderado por Daniel e pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).

A escolha de Luiz do Carmo foi construída em conjunto entre Daniel Vilela e Ronaldo Caiado, após uma série de reuniões com dirigentes partidários e lideranças da base. O nome do ex-senador prevaleceu sobre outros cotados para a vaga, como o ex-secretário-geral de Governo Adriano da Rocha Lima e o presidente licenciado da Faeg, José Mário Schreiner.

Com a definição, a chapa governista passa a combinar experiência política e representação de um dos segmentos considerados estratégicos para a campanha. Luiz do Carmo mantém forte ligação com o eleitorado evangélico e recebeu apoio de importantes lideranças religiosas durante o processo de escolha.

Ex-deputado estadual e ex-senador da República, Luiz do Carmo retorna à disputa majoritária depois de integrar o grupo político que sustentou os dois mandatos de Ronaldo Caiado. Agora, será o companheiro de chapa de Daniel Vilela na tentativa de dar continuidade ao projeto político iniciado em 2019.

A definição também encerra um dos capítulos mais disputados da montagem da chapa governista. Diferentemente das demais candidaturas da base, consolidadas com antecedência, a escolha do vice foi mantida em sigilo até os últimos dias, alimentando especulações sobre diferentes nomes e perfis para ocupar a vaga.

Com a composição fechada, Daniel Vilela chega à convenção desta quarta-feira (5) liderando a maior coligação das eleições em Goiás. O bloco reúne dez partidos e duas federações, além de contar com a candidatura de Gracinha Caiado (União Brasil) ao Senado, em uma estratégia que busca manter unida a base construída durante os governos de Ronaldo Caiado.

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