“Meus bens são fruto do meu trabalho”, diz Marconi após mais um decreto de bloqueio da Justiça

Apenas este ano, o ex-governador foi acionado em quatro ações do MP-GO, que ele diz serem exageradas

O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), enviou nota à imprensa sobre as ações do Ministério Público de Goiás (MP-GO) contra ele. O tucano disse que os bens dele são fruto do trabalho e da herança da esposa, Valéria. E afirma que os pedidos do órgão são “exagerados, irracionais e sem equilíbrio”. A manifestação ocorre após mais uma determinação de bloqueio de bens dele pela Justiça.

“Meu patrimônio é de aproximadamente R$ 5,5 milhões e, de repente, vemos pedidos estapafúrdios de bilhões”, disse. E ainda afirma que acredita no equilíbrio da Justiça. Apenas este ano, o ex-governador foi acionado em quatro ações do MP-GO: por renúncia de receita com a concessão de benefícios fiscais a empresas; por renúncia fiscal de Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA); pelo favorecimento a Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira e, por último, por não aplicar o percentual mínimo exigido por Lei em serviços de Saúde.

Os pedidos dos valores bloqueados foram de R$ 115 milhões e, nesta terça-feira, de outros R$ 550 milhões. Segundo Marconi, todas as declarações de bens foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO). Ele ainda fez questão de ressaltar que um chefe do Poder Executivo não toma decisões sozinho nem por vontades pessoais. E argumenta que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou as contas do mandato.

Em relação ao Refis e aos incentivos fiscais, especificamente, o tucano ressaltou o trâmite: elaboração de pareceres “embasados das procuradorias setoriais, que analisam as minutas de lei que serão enviadas à Secretaria Casa Civil”; parecer do procurador-Geral do estado; encaminhamento para o Legislativo decidir a legalidade da proposta; duas votações dos deputados; e, por fim, parecer do governador.

Histórico no MP-GO

Em novembro de 2018, Marconi Perillo pediu uma indenização de R$ 100 mil por danos morais, após o promotor Fernando Krebs indagá-lo via Twitter, se Marconi “ligaria para Demóstenes Torres e Carlos Cachoeira no dia do amigo”. Porém, além de não receber nada, o tucano foi condenado a pagar custas processuais e honorários advocatícios de Alex Neder, defensor do promotor, calculados em R$ 10 mil.

Ainda em novembro do ano passado, o MP-GO acusou Marconi de descumprir aplicação de mínimo constitucional na Saúde. O ex-governador foi acusado de executar “pedaladas fiscais” para “maquiar” a aplicação de recursos exigidos pela Constituição Federal.

Em janeiro deste ano, o político teve R$ 22 milhões bloqueados pelo Ministério Público Federal (MPF), assim como o ex-presidente da Agetop, Jayme Rincón. O bloqueio se deve porque alguns imóveis estariam em nome de outras pessoas para que uma ação judicial não conseguisse alcançar todo o patrimônio de ambos.

No início de fevereiro, o MP-GO propôs uma ação contra Perillo por improbidade administrativa. Incentivos fiscais foram feitos ilegalmente à empresa Novo Mundo em 2017 no valor de R$ 23 milhões. A ação afirma que Marconi encaminhou um projeto de lei para a Alego, que alterou o Programa de Desenvolvimento Industrial de Goiás (Produzir). Na alteração, a renúncia fiscal do ICMS pulou de R$ 12 milhões para R$ 35 milhões.

No último dia 13 de fevereiro, o MP-GO pediu o bloqueio de R$ 3,9 bi do político por prejuízo ao Estado em anistia de dívidas da JBS. Marconi é acusado de ter beneficiado quatro filiais do grupo JBS irregularmente, com perdão de 100% dos juros, mora e atualização monetária. Ao todo, 1.021 empresas foram contempladas, as quais tinham uma dívida de R$ 1,7 bilhão com o Estado. Com a renúncia, houve um desconto de R$ 1,3 bilhão, de modo que o débito passou a ser apenas de R$ 400 mil.

Matéria do Mais Goiás

5 comentários em ““Meus bens são fruto do meu trabalho”, diz Marconi após mais um decreto de bloqueio da Justiça

  • 22 de fevereiro de 2019 em 00:21
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    Eu fui umas das vítimas através do cheque moradia que foi aprovada mas nunca recebi esse cheque, foi várias reuniões dizendo que tinha que participar no sindicato rural de Anápolis. São pessoas simples da roça que tinha esperança de reforma suas umildes casa
    eu tive gastos no cartório para pegar os documentos pra levá-lo com esperança que poderia da certo mas não deu certo pra me mas pra eles sim esses dinheiro está juntos com bem do Marcone e com presidente do sindicato rural. Isso tem 4 anos esperando esse cheque e nada. Procurar por esse papéis no sindicato de Anápolis tinha uma empresa emvovida isso não passa de lavagem de dinheiro.

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  • 22 de fevereiro de 2019 em 10:10
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    Desde qundoquando vc trabalhou? Para quem só tinha um apartamento financiado pela caixa, É hj tem milhões, algo não bate. CANALHA, CANALHA .

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  • 22 de fevereiro de 2019 em 10:37
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    Esse ministério público é louco….sem lógica o q eles estão fazendo com o eis governador Marconi Perillo…..quem trabalha desde menino não pode ter o q ele tem? Ô Povim safado esse MP.

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  • 22 de fevereiro de 2019 em 11:43
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    Fruto dos seus roubos e suas fskcstruas seu safafo ! Vc e sua corja !!!!!Corruptos !!!!!!!

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  • 22 de fevereiro de 2019 em 13:16
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    A esposa, lotada na Alego, ganhava 7.000 por mês, mas não comparecia para trabalhar e, ainda assim, fizeram um cabalacho, e ela se aposentou com proventos de mais de 15.000,00.

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