Aposentados e pensionistas que recebem valores acima do salário mínimo terão, mais uma vez, reajuste inferior à inflação oficial do país, o que aprofunda a perda do poder de compra dessa parcela da população. As informações foram divulgadas pelo G1 e analisam os impactos econômicos recentes sobre os benefícios previdenciários.
Enquanto o salário mínimo teve correção acima da inflação, os benefícios superiores a esse piso seguem sendo reajustados por índices que não acompanham integralmente a alta do custo de vida medida pelo IPCA. Na prática, isso significa redução real da renda para quem ganha acima do mínimo.
Especialistas destacam que despesas essenciais, como alimentação, medicamentos, energia elétrica e serviços básicos, continuam subindo em ritmo maior do que os reajustes concedidos, pressionando o orçamento dos aposentados.
Dados do IBGE indicam que o IPCA, índice oficial da inflação, afeta diretamente o custo de vida das famílias, com impacto ainda maior entre os idosos, que costumam ter gastos elevados com saúde.
Entidades representativas defendem mudanças na política de reajuste para evitar perdas sucessivas e preservar o poder de compra dos beneficiários. O debate segue em pauta diante do envelhecimento da população e da crescente dependência da Previdência Social.