Nova denúncia contra João de Deus pode condená-lo a 90 anos de prisão, diz MP

Em coletiva de imprensa concedida na tarde desta terça-feira (28), a Força-tarefa do Ministério Público de Goiás (MP-GO) criada para investigar crimes sexuais supostamente praticados por João de Deus deu detalhes sobre a nova denúncia apresentada contra o médium. Com essa, são nove ações penais contra o denunciado, sete delas de cunho sexual. Caso o médium seja condenado nessa denúncia, a pena vai variar entre 40 e 90 anos.

A nova ação envolve 10 mulheres. Seis delas são supostas vítimas do crime de estupro de vulnerável, enquanto as demais são testemunhas, uma vez que os crimes estão prescritos. Todas elas, de acordo com o MP, procuraram auxílio do médium e foram abusadas enquanto recebiam atendimento espiritual em uma sala reservada.

Os crimes foram cometidos entre os anos de 2009 e 2015. As vítimas, segundo o MP, são dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e do Distrito Federal. De acordo com a promotora Ariane Patrícia Gonçalves, confirmou que uma delas é deficiente visual, mas que não podia revelar mais informações para protege-las.

Ariane disse ainda que as mulheres não se conheciam, mas todos os relatos foram bastante semelhantes. “Apesar de as vítimas nunca terem tido contato uma com a outra e não se conhecerem, elas têm relatos muito parecidos, com detalhes de muita semelhança. E a explicação é uma só: elas passaram pela mesma situação, pelo mesmo tipo de abuso, pelo mesmo abusador”, explicou a promotora.

O MP revelou também que João de Deus, em todos os casos, usou de termos ligados à religiosidade, à espiritualidade e à cura para convencer as vítimas de que aquele ato sexual fazia parte de um tratamento. “Eram pessoas vulneráveis que viam nele a última esperança de uma cura ou alento espiritual. Existia uma confiança e uma fé extrema”, disse a promotora.

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